No marketing tradicional, existem inúmeras dicas de como encantar o cliente, proporcionar-lhe uma experiência memorável para que ele sinta-se bem tratado e corresponda a esse tratamento VIP adquirindo vezes seguidas nosso produto e não o do concorrente mais relapso.
Claro que para que essa experiência ocorra, todas as pessoas envolvidas precisam compreender qual é o seu papel e o do colega ao lado, porque se alguém balançar, o outro assume e o cliente jamais perceberá a falha. Principalmente no ramo alimentício, seguidas vezes o ingrediente acabou, o fornecedor atrasou e a correria na “coxia” é inacreditável, mas o cliente recebe seu prato no tempo normal, devidamente decorado e muito bem feito, enquanto várias pessoas sorriem aliviadas pelo dever cumprido.
Pessoas desse tipo são chamadas de outstanding, ou fora de série. Pessoas assim é que fazem realmente a diferença na experiência do cliente.
E no mmn? Diversas vezes você encontrará clientes que consumirão seu produto e tornarão a comprá-lo exatamente porque teve suas expectativas atendidas com sucesso. Mas o outro lado do nosso negócio, desenvolvimento de rede, faz com que nós tenhamos um outro cliente que precisa “comprar” nossa idéia para vendê-las a outras pessoas: os downlines.
Dezenas de livros descreem o caminho das pedras para prospecção e treinamento sem muita variação, mas no dia a dia, proporcionar uma boa experiência a esses clientes tão diferenciados, com expectativas tão diversas, será a qualidade do tempo investido neles.
Gosto de fazer treinamentos e enviar por e-mail, quiz para que eles testem seus conhecimentos do negócio, cobro muito a lista de 200 pessoas para que eles saiam da zona de conforto, indico que rapidamente comecem um blog, enfim, procuro trazê-los para perto e com isso criar o famoso momentum, que é a subida do gráfico, a hora em que os resultados começam a aparecer.
Como eu me defino? Como um bambú. O bambú em seus primeiros anos de crescimento simplesmente não aparece. Quem olha, diz que naquele local nada foi plantado. Enquanto outras árvores brotam e florescem, o bambu fica lá na terra, quieto, fortalecendo-se.
Depois de algum tempo, o bambu começa a tomar forma, uma vareta meio sem graça, com folhinhas apetitosas do ponto de vista de um urso panda…
Até que vem a tempestade, ventos urrantes que destroem tudo e todos desaparecem com a paisagem original e o bambu, tão devagar pra crescer, curva-se ao poder do vento.
E porque a demora em brotar? Para fortalecer as raízes!
Enquanto toda a vegetação foi destruída, carvalhos foram arrancados, o bambu resiste porque suas raízes são fortíssimas e majestoso, levanta-se mais uma vez.
Hoje, um pouquinho mais que ontem e um pouquinho menos que amanhã.
